Cookie de Facebook: por que quase metade dos anúncios traz e mesmo assim cai
No Facebook, cookie não é exceção, é padrão da prateleira. O que derruba a sessão quase nunca é o cookie: é o navegador que não combina com ele. Como reduzir esse descompasso e o que checar antes de comprar.
Sarah JohnsonUma coisa que só aparece quando você mede o catálogo: no Facebook, receber cookie junto com o acesso não é exceção. É o padrão. Quase metade dos mil quatrocentos e quarenta e seis anúncios da prateleira de contas de Facebook declara entregar cookies.
E aí vem a segunda medida, que é a que interessa: apesar de tão comum, essa característica custa abaixo da mediana da prateleira. Frequência alta, valor baixo. Algo que quase todo mundo entrega e que quase ninguém cobra a mais por entregar normalmente significa que ele sozinho não resolve o problema. É o caso.
O que realmente derruba a sessão
A explicação comum é que o cookie expirou. Às vezes é. Mas na maior parte das vezes que a sessão cai logo depois de importada, o cookie estava bom e o que estava errado era o resto.
O Facebook não olha só a chave de sessão. Ele monta um retrato do ambiente em volta dela: qual navegador, qual versão, qual sistema, qual idioma, qual resolução, de qual rede. Quando a sessão foi criada num retrato e chega noutro completamente diferente, o sistema não vê continuidade, vê alguém entrando com uma credencial que não é dele. E age como se fosse.
Existe uma prova disso dentro do próprio catálogo, e ela é elegante: cento e quarenta e três anúncios entregam também a identificação do navegador, o user-agent, como característica declarada. Ninguém entregaria uma linha de texto dessas se o cookie bastasse. Ela existe justamente para que o comprador possa reproduzir parte do retrato original.
Reduzir o descompasso, na prática
Não dá para reproduzir tudo, e prometer o contrário seria mentira. Dá para reduzir o descompasso, e isso costuma ser a diferença entre a sessão durar horas e durar dias:
- Use um perfil de navegador limpo e exclusivo para cada acesso. Perfil compartilhado mistura rastros de contas diferentes, e essa mistura por si só é sinal.
- Se veio um user-agent, use-o. É para isso que ele foi entregue. Se não veio, use um navegador da mesma família e versão próxima do que o anúncio indica.
- Não pule de rede. Entrar do celular, depois do computador de casa, depois de um proxy de outro país, tudo na primeira hora, é o padrão mais denunciador que existe. Escolha uma saída e fique nela nos primeiros dias.
- Idioma e fuso. Uma conta com histórico brasileiro chegando num navegador em inglês e fuso da Europa destoa antes de você clicar em qualquer coisa.
- Não faça nada nas primeiras horas. Abrir e ficar quieto vale mais que abrir e trocar a senha, o email e a foto. Mudança de credencial logo depois de um acesso novo é exatamente o que a plataforma monitora.
Importar sem estragar o conjunto
Dá para colar chave por chave pelas ferramentas do desenvolvedor, mas quem faz isso mais de uma vez passa a usar uma extensão de edição de cookies, que aceita o conjunto inteiro em formato JSON e resolve domínio e caminho sozinha.
Três regras que evitam a maior parte das falhas:
- Comece com o domínio limpo. Cookie novo por cima de cookie antigo produz um estado inconsistente, e o resultado é uma tela de login sem explicação.
- Importe o conjunto inteiro, não só a chave que parece a principal. O Facebook usa mais de uma peça e faltando qualquer uma o conjunto não vale.
- Atualize a página sem navegar. Se a sessão estiver viva, você já está dentro.
Quando ele pede confirmação em vez de abrir
Duas situações diferentes que costumam ser confundidas:
- Tela pedindo código de seis dígitos que muda a cada trinta segundos. É a verificação em duas etapas, calculada a partir de uma chave secreta. Se a chave veio com o acesso, a ferramenta de código gera o número no seu navegador. Se o número sair recusado, o suspeito principal é o relógio do seu aparelho fora de hora, porque o cálculo depende dele.
- Tela pedindo foto, documento ou identificação de amigos. Isso não é verificação de acesso, é revisão de conta, e nenhuma ferramenta contorna. Chegando nesse ponto, o acesso acabou e o caminho é acionar o vendedor dentro da garantia.
O que a prateleira paga, e por que isso é um conselho de compra
Comparando cada característica com a mediana da própria prateleira de Facebook, o desenho fica claro:
- Email incluído, em quarenta e sete por cento dos anúncios, custa cerca do dobro.
- Registro em endereço dos Estados Unidos, em vinte por cento, custa cerca de duas vezes e meia. É a característica mais cara da prateleira.
- Habilitada para o Marketplace, em dezesseis por cento, custa cerca do dobro.
- Cookies incluídos, em quarenta e sete por cento, custa abaixo da mediana.
- Registro automatizado e endereço misturado custam menos da metade.
Traduzindo em decisão de compra: o mercado paga por origem e por caminho de recuperação, e não paga por sessão. Se o seu anúncio tem cookie e mais nada, você comprou algumas horas. Se tem email junto, você comprou a possibilidade de voltar quando as horas acabarem.
Vale comparar com o Instagram, onde a mesma característica aparece em apenas sete por cento dos anúncios e também custa abaixo da mediana. Duas prateleiras com frequências opostas chegando à mesma conclusão de preço é um sinal forte de que a conclusão é do mercado e não de uma prateleira específica.
Antes de pagar, três conferências que são grátis
O site tem ferramentas abertas que respondem a parte disso sem custo, com cota diária:
- Data de registro, para conferir se a idade declarada bate.
- Verificador de conta, para o estado atual do perfil.
- Contagem de amigos, útil porque perfil sem rede nenhuma se comporta como conta nova mesmo tendo anos.
E a conferência que não é grátis mas é a mais importante: a garantia da prateleira tem mediana de doze horas contadas da entrega. Teste no mesmo dia. Não adianta importar o cookie na terça e descobrir na quinta que ele já estava morto na terça. O guia de entrega explica esse relógio e o guia de reclamação explica o que fazer dentro dele.


